

















Eu sou da terra do Jequitinhonha de homens fortes e corajosos, melindrosos na arte de viver. Eu sou da terra de lavradores e lavadeiras do Bicho da Fortaleza. Terra Rubinho do Vale. Eu sou da onde cantam os tambores a dança do Fanado. Da terra do Congado da Taquara Banda do povo suado de Deus João do povo do Rosário. Eu sou da terra de homens de garra de casas de pau-a-pique das noites de lua cheia de poesia e cantoria. Eu sou do mundo das águas da rua São José, do largo do Amparo, da praça da Matriz. |
Sou da terra de feiticeiros da garapa e rapadura das lendas de onças pintadas dos causos a beira da fogueira das Vesperatas e poetas do muro. Eu sou da terra do Bom Sucesso das Folias de Reis, das cordas que falam das roupas de crochê, do artesanato de barro. Eu sou mineiro, das calças amarradas com imbira, das mãos calejadas pela labuta da vida, do pó da poeira, do Vale da vida... “do verde, verso e viola."
Branco Di Fátima Fotos do livro "Jequitinhonha"
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